Por que você deve conhecer a história da fotografia para ser um bom profissional

As pinturas rupestres, geralmente abordadas nos livros de história, representavam o desejo dos nossos ancestrais de registrar e documentar fatos. A história da fotografia trata justamente sobre essa memorização.  

Com certeza você já deve ter ouvido bastante coisa sobre a história da fotografia, não é?

Câmara escura, caixa preta, daguerreótipo…

Esses são alguns temas mais tratados em todos os artigos sobre a história da fotografia, mas você sabia que houve uma pequena desavença pelos direitos da criação da fotografia e que até mesmo um franco-brasileiro está envolvido nessa história?

Isso mesmo, o francês Joseph Nicéphore Niépce é o dono da primeira foto do mundo e pode ter sido o “primeiro” inventor da câmara escura. Niépce faleceu sem ver o sucesso do seu invento, enquanto Daguerre recebeu todos os direitos e fortuna.   

Já no que diz respeito ao envolvimento do franco-brasileiro, Hércules Florence, francês radicado em Campinas (SP), você vai descobrir mais a frente.

Quer conhecer direitinho toda essa história e como isso desencadeou todos os avanços tecnológicos de nossas fotos e selfies de apenas um clique? Continue lendo este artigo e você vai perceber como essa aventura pode aflorar ainda mais sua criatividade.

Períodos importantes da história da fotografia – Linha do Tempo

  • Na pré-história, às primeiras pinturas rupestres tinham objetivo de reproduzir animais e fenômenos;
  • 350 a.C, na época do grande filósofo grego Aristóteles, alguns cientistas conheciam métodos de produção de imagens através da passagem da luz por um pequeno orifício, que mais tarde seria a conhecida câmera escura;
  • O conceito de câmara escura já era descrito desde 1558 por Giovanni Baptista Della Porta e utilizada por ninguém menos que Leonardo da Vinci para esboçar suas pinturas;
  • Em 1604, Ângelo Sala, cientista italiano, descobriu que os sais de prata poderiam ser escurecidos quando expostos ao Sol;
  • Com essa informação, Johann Heinrich Schulze experimentou, em 1724, o ácido nítrico, prata e gesso, concluindo que a prata halógena convertida em prata metálica provocava o escurecimento, assim conquistou uma projeção e uma imagem com maior tempo de duração;
  • Após essas descobertas nasce a heliografia, primeira foto do mundo, retratada por Joseph Nicéphore Niépce, da varanda de sua casa em 1826, a fotografia levou oito horas de exposição solar em uma placa de estanho e encontra-se preservada até hoje;
  • Em paralelo a este acontecimento, o francês Louis Jacques Mandé Daguerre, também fazia alguns experimentos, chegou, inclusive, a trocar cartas com Nicéphore e firmar uma sociedade;
  • Em 1833, Nicéphore morre e Daguerre continuou seus experimentos com a câmara escura, reduzindo o tempo de revelação de horas para minutos, denominado por ele como “daguerreótipia”;
  • Logo a popularização dos daguerreótipos se deu por toda a França, causando especulações sobre o fim das pinturas à óleo e inspirando o Impressionismo;
  • Um pouco de Brasil nessa história: Hércules Florence, francês radicado em Campinas (São Paulo), alcançou resultados superiores aos de Daguerre ao desenvolver negativos, entre os anos de 1832 a 1836.
  • Em 1839, Hippolyte Bayard, desenvolve o processo de obtenção da imagem fotográfica em uma folha de papel, mas é impedido de declarar sua invenção;
  • Em 1840, a primeira foto foi registrada no Brasil;
  • A partir de 1888, as fotografias começaram a ser produtos de consumo da população, incentivados pela empresa Kodak;
  • Em 1940, a fotografia colorida se tornou comercial através dos irmãos Lumière;
  • Em 1976, Hércules Florence, o inventor da palavra “Photographie”, finalmente recebeu reconhecimento pelos seus inventos;
  • No século XX, as fotografias digitais começaram a surgir no mercado, avançando para o que conhecemos hoje.

As primeiras fotografias do mundo e suas histórias excêntricas

No dia 19 de agosto de 1839, o governo francês anunciou oficialmente a invenção da fotografia e seu domínio público. Sendo assim, todos os anos comemoramos oficialmente o Dia Mundial da Fotografia nesta data.

É engraçado pensar que em menos de 200 anos, o mundo da fotografia avançou ao ponto de possuirmos qualidade imagética, coloração nítida e ótima captura na palma de nossas mãos à um clique e a qualquer momento do dia.

Mas, engana-se quem pensa que esses 179 de história se resumem apenas a essa quantidade de tempo.

Como vimos nos períodos acima os experimentos e tentativas de obter a captura de uma imagem durou anos a fio, servindo de inspiração e oportunidades para os importantes criadores e para os futuros experimentalistas.

A primeira fotografia do mundo foi resultado de um apanhado de experimentos científicos, desde o composto de prata, ação da luz, petróleo, vapor de mercúrio, betume da judeia à luz solar e com certeza mais alguns outros produtos químicos que desconhecemos.

Uma mistura difícil de compreender, mas que resultou na revelação fixa e duradoura de uma imagem fotográfica.

Denominada hoje como “Point de Vue du Gras”, seria impossível identificar alguém nessa foto e com essa técnica. A resolução não é das melhores, mas esse também não era o intuito de Nicéphore, que desejava apenas aumentar o tempo de exposição e permanência da imagem na placa de estanho.

As primeiras pessoas do mundo a serem fotografadas

Após 12 anos da primeira foto do mundo, Louis Daguerre produziu em 1838 a primeira foto em que pessoas foram fotografadas. No canto inferior esquerdo é possível observar dois indivíduos: um engraxate e seu cliente.

Alguns estudiosos da fotografia observaram tempos depois que é possível identificar outras pessoas ao fundo da foto, você consegue? Eu não consegui…

A técnica utilizada já era um modelo do daguerreótipo e mesmo sem saber essas pessoas fizeram parte da história da fotografia.

O objetivo de Daguerre era reproduzir a rua “Boulevard du Temple” em Paris. A exposição durou 7 minutos.


A primeira selfie a gente nunca esquece

Antes de apontarmos uma câmera para nosso rosto e fazer a tão famosa “duck face”, há 179 anos um visionário já tinha conhecimento desse truque, mesmo sem o advento da fotografia digital!

Logo, podemos dizer que Robert Cornelius é um dos precursores das redes sociais! O auto retrato do fotógrafo foi realizado em City Center, Filadélfia (EUA) em 1839.

Porém, nem tudo são flores no mundo do “digital influencer”, Cornelius demorou alguns minutos parado em pé de frente para câmera até conseguir a tão sonhada selfie.

O injustiçado e a primeira fake news fotográfica

Conhecida por “Autorretrato Afogado”, a foto em questão pertence a Hippolyte Bayard, um dos inventores da fotografia que desenvolveu o processo de obtenção da imagem sobre a folha de papel, processo semelhante ao ainda utilizado no sistema das Polaroid.

Enquanto Daguerre trabalhava nas impressões sobre placas de cobre, Bayard desenvolvia seu sofisticado sistema de impressão em negativos. Entretanto, o inventor foi convencido pelo deputado François Arago a não publicar sua invenção, beneficiando assim o daguerreótipo.

Em forma de protesto Hippolyte Bayard criou o famoso autorretrato afogado, onde dizia que foi morto por tristeza e falta de reconhecimento.  

Mas como Bayard pode ter feito a própria foto estando morto? Na verdade tudo não passou de uma encenação, confira um trecho da declaração que constava no verso da foto:

“O cadáver do senhor que se vê no anverso é do Sr. Bayard, inventor do processo que acaba de ver e do qual vai ver os maravilhosos resultados. No meu conhecimento, há cerca de três anos esse engenhoso e infatigável pesquisador se ocupava a aperfeiçoar a sua invenção.

A Academia, o Rei e todos aqueles que viram esses desenhos que a ele pareciam imperfeitos os admiraram como vós os admirais neste momento. Isso deu-lhe grande honra e não lhe valeu um cêntimo. O governo que tinha dado demasiado ao Sr. Daguerre disse nada poder fazer pelo Sr. Bayard e o infeliz afogou-se.

Oh!, instabilidade das coisas humanas! Os artistas, os eruditos, os jornais ocuparam-se dele durante muito tempo e hoje, quando há vários dias ele está exposto no necrotério ninguém ainda o reconheceu ou reclamou. Senhores e Senhoras, passemos a outros, por temor de que o vosso olfato seja afetado, pois a figura do senhor e suas mãos começam a apodrecer, como podem observar. 18 Outubro 1840.”

Que coisa de louco, não é? Inventar um método de eternização da imagem realmente vale tudo isso!

Havia muita competição e desavença por causa da fotografia, que era tratada como uma ciência. Seus inventores viviam para aperfeiçoar cada vez mais as técnicas, pois neste período, o tempo de captura da imagem era ainda muito longo e caríssimo, ficando restrito a uma pequena parte da população.

No início do século XIX, era comum que as pinturas fossem muito mais baratas e fáceis de reproduzir em comparação com uma fotografia.  

Com os avanços das técnicas de Daguerre (que permitiam a fácil utilização do daguerreótipo entre aqueles que não eram cientistas), a popularização da fotografia começou a se difundir entre os países.

Todos desejam ser fotografados e, principalmente, fotografar.

Comercialização do Daguerreótipo e tipos de máquina fotográfica

O daguerreótipo foi o primeiro equipamento fotográfico produzido em escala no mundo.

No mesmo ano que o político francês François Arago (aquele que boicotou Bayard, coitado!) declarou o invento como domínio público, o daguerreótipo vendeu apenas no país mais de dois mil aparelhos e meio milhão de placas de impressão. Sendo a comercialização dos daguerreótipos um sucesso imediato, o que revolucionou a prática fotográfica.

Esse sucesso foi ocasionado pela precisão e nitidez da imagem ofertada, além disso, os clientes procuravam imortalizar sua imagem e dos seus entes queridos, assim como, daqueles que já estavam próximos à morte, como forma de eternizar na lembrança a memória de seus amados.

Um dos mais célebres retratos produzidos por um daguerreótipo foi a do escritor americano Edgar Allan Poe, a imagem impressiona por sua qualidade e nitidez, confira:

Tipos e avanços das câmera fotográficas

 

  • Câmera de bolso Stirn – 1886
  • Câmera Escopette 2 – 1890
  • Canon RC-701 – 1986
  • Canon EOS M6 Mirrorless Digital – 2018

 

Alguns anos se passaram até a fotografia colorida surgir, o físico escocês James Clerk Maxwell conseguiu reproduzir, em 1861, de forma permanente a 1ª fotografia colorida do mundo.

Inclusive, seu método colorista ainda é utilizado até hoje, a conhecida tecnologia RGB foi inspirada no cientista.  

Apenas a partir do ano de 1940 os autocromos coloridos dos irmãos Lumière (aqueles que são considerados os pais do cinema, lembra?) passaram a ser comerciáveis e as fotografias em preto e branco deixaram de ser únicas.

Trinta anos após a invenção dos irmãos Lumière, George Eastman no comando da Kodak lançou os Kodachromes, um rolo de filmes que permitia capturar todos os momentos coloridos da vida com as câmeras da marca.

Em 2009, a Kodak deixou de fabricar os Kodachromes, mas ainda assim, até hoje a qualidade das cores e das impressões são elogiadas no mercado fotográfico.

Recordações que parecem de outro mundo

Na introdução do artigo, relembramos que as pinturas rupestres representavam o desejo dos nossos ancestrais de registrar e documentar sua rotina e fatos do cotidiano, dessa forma, isso nos faz considerar  a constante necessidades que nós, humanos, possuímos em recordar e guardar lembranças.

Monóculos, lambe-lambes, álbuns fotográficos colados com fita adesiva ou aqueles do tipo “envelope” eram parte da rotina dos fãs da da fotografia.  

É interessante imaginar como nossos pais, avós e parentes eram felizes ao receber sua fotografia mesmo demorando dias nos estúdios de impressão e com a possibilidade de vir com defeitos como sobreposição de imagens, fotos coladas… Até mesmo essas pequenas falhas faziam parte da expectativa de quem esperava eternizar os momentos, não é?  

Nós também gostamos de eternizar momentos. E os álbuns fotográficos possuem, sem dúvida, uma das características que os celulares e as fotografias digitais não podem oferecer, a eternização! Qual seu último registro impresso de um momento importante?

Que tal imprimir e encomendar um álbum só com aquelas fotos com sua família ou com seu marido/esposa ou namorado/a?

São momentos como esse que não podemos perder, muito menos deixar “salvo” apenas na nuvem ou em um pen drive.

Eu desafio você a criar um álbum com os melhores momentos recentes da sua vida e compartilhá-los com a gente e em sua rede social, não tenha dúvidas: você vai adorar tê-los conservados daqui a alguns anos!

Entre em contato com um de nossos vendedores online e solicite um orçamento, nossos álbuns e impressões são profissionais e o melhor de tudo é que garantimos a entrega perfeita do seu material, sem aqueles defeitos do passado que já comentamos.

Catálogo 2019 da Photoalbum Universal

Conte com a Photoalbum Universal

A Photoalbum Universal atua no mercado há 55 anos. A empresa oferece serviços especializados e soluções em imagens que atendam às necessidades de nossos parceiros.

Inovação e qualidade estão presentes em nosso dia a dia. Estamos equipados com a mais alta tecnologia em equipamentos para recepção, tratamento, impressão e encadernação de imagens.

Nosso controle de processos é rigoroso e por isso garantimos aos nossos clientes produtos exclusivos e de excelência.

A Photoalbum Universal é referência no mercado fotográfico porque a proximidade com o cliente é uma de nossas metas. Isso só é possível porque fazemos da arte de produzir álbuns uma paixão.

Convidamos você para conhecer nossos produtos, baixe nosso catálogo gratuito para conferir todas as atuais tendências do mercado.

Comments

comments

Copyrights © - Todos os Direitos Reservados.
Powered by Print One